Saturday, 12 September 2026
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Com lancha, Ronda Maria da Penha atende vítimas nos rios do Amazonas

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Repórter Brasil 27/08/2026 – 19:00

A Ronda Maria da Penha está chegando a comunidades ribeirinhas do Amazonas para ampliar a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. A equipe percorre os rios do estado e leva orientação e apoio a mulheres que vivem em áreas de difícil acesso.

É de uma sala, no 9º Batalhão de Polícia Militar, em Manacapuru, a quase 100 km de Manaus, que a equipe da Ronda Maria da Penha recebe os comandos e gerencia a assistência prestada a mulheres do município. A força especializada foi implementada em 2023. Só de janeiro a julho deste ano, a equipe já monitorou mais de 1.000 vítimas de violência doméstica. A novidade é que agora uma lancha foi cedida para a equipe conseguir ter acesso a áreas ribeirinhas. 

Uma das regiões assistidas é a do Supiá, onde estão várias comunidades. 30 minutos na embarcação, o encontro do Rio Manacapuru com o Solimões e outras belas paisagens naturais separam a área da sede do município.

A Gisele de Souza foi ameaçada de morte pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento. O medo de perder a vida e deixar os filhos sem a mãe fez com que ela solicitasse uma medida protetiva.

“Me ajudou muito, até porque ele ficou com medo. A visita, né? Amedrontou ele, aí ele ficou assim com medo e me ajudou bastante. Facilitou muito porque daqui que a gente vá buscar ajuda na cidade, demora, né? Aí agora, como tem a lancha, né? Eles falaram que pode até ligar e eles mesmos vêm até a pessoa, ajudar a pessoa aqui no interior. Facilitou muito”, relata Gisele. 

“Existem várias violências, né? A violência psicológica, violência moral, violência física, vicária, violência patrimonial e sexual. Então, a partir do momento que a mulher se sente em risco, ela deve procurar a Delegacia de Polícia, né, no município de Manacapuru, registrar o boletim de ocorrência e solicitar a medida protetiva”, explica Raieli Batista, auxiliar da Ronda Maria da Penha. 

Se você estiver em perigo, acione o 180! Após determinação da Justiça, mulheres assistidas recebem visitas, conforme a necessidade de proteção de cada uma. Para moradoras de comunidades cortadas pelos rios, como a Gisele, nem sempre foi assim.

“Identificava que era zona fluvial e informava o Judiciário que não era possível ser feito porque não não Tínhamos logística, né? A gente não tinha nem efetivo nem lancha, né, para poder fazer esse trabalho. Então a gente só informava o Judiciário que não era possível. Então hoje com a lancha a gente consegue atender essa mulher,e consegue garantir que esse autor da violência, ele seja afastado daquele lar, né?”, afirma a policial. 

Hoje, 186 mulheres são acompanhadas pela ronda aqui na região de Manacapuru. Com a embarcação, a polícia espera ampliar ainda mais esse serviço.

27/08/2026 – 20:15

Tags: 
ronda maria da penha violência contra a mulher amazonas

Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 27/08/2026 20:26.

Conteúdo republicado sob licença CC BY 3.0 BR.

Redação

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