Saturday, 12 September 2026
Economia

Galípolo alerta para risco de ampliar uso do FGC por instituições frágeis

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de recursos junto ao varejo. A discussão importa para quem guarda dinheiro ou investe em produtos oferecidos por empresas que buscam operar de forma semelhante aos bancos.

Segundo Galípolo, muitas dessas empresas, de pequeno ou médio porte, procuram autorização para atuar com o respaldo do FGC, embora não tenham ativos suficientes para sustentar esse tipo de operação. Em termos práticos, a preocupação é evitar que uma garantia voltada à proteção dos clientes seja usada para dar credibilidade a instituições cuja estrutura financeira não seja compatível com os riscos assumidos.

O FGC funciona, nesse debate, como um elemento de confiança para a captação no varejo. Quando uma empresa consegue associar seus produtos à garantia, pode se tornar mais atraente para o poupador. O problema apontado pelo Banco Central é que essa proteção não substitui a solidez da instituição: se o volume de operações crescer sem ativos suficientes, a pressão pode atingir a capacidade do próprio fundo e aumentar a incerteza para os clientes.

Para o consumidor, a mensagem é que a presença do FGC não deve ser analisada isoladamente. Também é preciso observar quem oferece o produto, quais regras se aplicam à operação e se a instituição tem estrutura financeira compatível com o negócio. A garantia pode reduzir o risco em determinadas situações, mas não elimina a necessidade de avaliar a empresa responsável pela captação.

O tema ganha peso porque o FGC ainda tem R$ 1,83 bilhão a devolver a clientes do grupo Master, segundo informação relacionada à discussão. O caso reforça a importância de definir com cuidado quem pode captar com a proteção do fundo e em que condições. As novas regras apoiadas pelos bancos e as decisões do Conselho Monetário Nacional serão pontos a acompanhar para entender como esse limite será estabelecido.

Fontes consultadas

Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.

Fonte: Rubens Studart.

Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

Rubens Studart

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