Mais de R$ 5,12 bilhões continuam esquecidos em bancos, consórcios e outras instituições financeiras, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,35 bilhão está associado a 2 milhões de empresas.
Os números ajudam a dimensionar um tipo de recurso que pode fazer diferença no orçamento, mas costuma ficar fora do planejamento financeiro. Para uma família, um valor não resgatado pode aliviar despesas ou reduzir a necessidade de crédito; para uma empresa, pode reforçar o caixa. O ponto central é que se trata de dinheiro já registrado em nome do titular, não de uma promessa de rendimento.
O Banco Central informou que, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos nas instituições financeiras, R$ 15,81 bilhões já foram sacados. A diferença mostra que muitos titulares conseguiram localizar e retirar os valores, mas também que uma parcela expressiva permanece pendente.
O Sistema Valores a Receber, conhecido como SVR, concentra essas informações para permitir a consulta de recursos deixados em instituições financeiras. A existência do saldo, porém, não muda a necessidade de verificar corretamente a titularidade antes de qualquer movimentação. Para quem está organizando as contas, a principal lição é simples: revisar valores esquecidos pode ser uma forma de encontrar dinheiro já disponível, sem assumir uma nova dívida.
Fontes consultadas
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Fonte: Rubens Studart.
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