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Repórter Brasil 11/08/2026 – 19:00
O que a camareira Célia Ângela Pereira conta aconteceu há dez anos, mas situações assim ainda se repetem nos locais de trabalho, principalmente em ano eleitoral. Na época, o chefe levou um candidato até a empresa e pediu o voto dos funcionários.
O nome disso é assédio eleitoral. Pode acontecer tanto em empresas privadas quanto no serviço público e envolve pressão, ameaça, constrangimento ou até promessa de vantagem para tentar influenciar o voto do trabalhador.
“O assédio eleitoral representa uma ameaça à própria democracia na medida em que empregadores, gestores públicos com a prática do assédio eleitoral, eles podem interferir na conduta, na manifestação da vontade do trabalhador eleitor”, afirma Gláucio Araújo de Oliveira, procurador-geral do Trabalho.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, o número de denúncias vem aumentando. Passou de 212, em 2018, para 3.465, em 2022, um crescimento de 1.534%.
Para conscientizar os eleitores e combater esse tipo de pressão, órgãos da Justiça e do Ministério Público lançaram a campanha “No Meu Voto Mando Eu”. A ideia é reforçar que o voto é livre e secreto e que o assédio eleitoral pode, dependendo da conduta, configurar crime e ser denunciado.
“O modo mais fácil é por um link no site do MPT, com um formulário já preparado para que a pessoa faça a denúncia, e a instituição garante o sigilo e o anonimato”, alerta o procurador-geral.
Marlon Santiago hoje é empreendedor, mas também já passou por uma situação de assédio eleitoral quando era funcionário de uma empresa. Ele foi pressionado por colegas de trabalho, mas não cedeu.
11/08/2026 – 20:05
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eleições 2026 assédio eleitoral direitos do trabalhador
Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 11/08/2026 20:26.
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