Saturday, 12 September 2026
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Cuidados paliativos levam dignidade e suporte a pacientes e famílias

Cidadania

Repórter Brasil 06/08/2026 – 19:00

Os cuidados paliativos ajudam a aliviar o sofrimento e a melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças graves, além de oferecer apoio às famílias. Embora milhares de brasileiros necessitem desse atendimento, o acesso ainda é um desafio.”

O bom filho, irmão, esposo e pai sempre cuidou da família, mas no fim dessa existência também precisou ser cuidado. Esposa e filhos também contaram com a ajuda dos cuidados paliativos para ofertar ainda mais amor, carinho e atenção ao seu Fernando.

“Eu não tinha esse entendimento, porque a gente associa cuidados paliativos à morte, assim bem próxima. E depois eu fui ler, tem pessoas que vivem anos, né, em cuidados paliativos. E eu acho que essa falta de informação, de conhecimento é que faz muitas pessoas, né, não terem acesso a isso. E foi assim transformador realmente na nossa vida”, conta Leila Fernanda, filha de seu Fernando. 

Nos dias que vão antecedendo a despedida, a família vai precisando de um apoio que pode vir de um suporte profissional. Quem cuida também precisa de cuidados.

“Uma coisa que a gente também sente muita falta é um tratamento humanizado, como os médicos paliativos, né, os profissionais dessa área, eles dão. Então isso não tem preço pra gente, não tem… E o cuidado com a gente, a preocupação do nosso bem-estar, da gente poder descansar, da gente se cuidar também”, destaca Leila. 

“De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 57 milhões de pessoas precisam de cuidados paliativos no mundo, mas apenas 14% dessa população recebe algum tipo de suporte. No Brasil, mais de 625 mil pessoas precisam desse auxílio. Conhecer a importância dos cuidados paliativos é ofertar mais dignidade ao longo de toda uma vida.

Os cuidados paliativos podem ser oferecidos a diversas pessoas em necessidade e não precisam estar restritos ao momento do fim da vida.

“Na oncologia, há uma recomendação de que, ao receber um diagnóstico de câncer, independente dele ser curado ou não, pelos outros parâmetros de sofrimento que o diagnóstico pode gerar, está indicada a avaliação com o médico paliativista. Um paciente com insuficiência cardíaca, crianças que tenham más formações desde a gestação ou após o nascimento, assim como pacientes jovens como eu, que podem fazer um diagnóstico de doenças como cirrose, doença pulmonar e que precisem de uma avaliação conjunta de cuidado paliativo, já que são doenças que não têm cura e que podem evoluir e causar a minha morte”, explica a médica paliativista Vanise Barros. 

Em 2024, foi instituída a Política Nacional de Cuidados Paliativos em todo o Brasil, com princípios, diretrizes, atribuições de equipes e foco no cuidado e respeito pelo ser humano.

“A gente faz um plano de cuidados junto com o médico e a gente ajuda a família a se organizar para cuidar desse paciente em casa. A gente organiza a questão do banho, ensina o cuidador ou familiar a banhar, orienta a equipe que está lá, às vezes contratada pela família, organiza a questão dos horários das medicações para não conflitar com o horário de descanso, a questão da alimentação a gente orienta e monitora junto com a nutrição. Então, assim, a gente faz todo um plano para que a família consiga cuidar de forma organizada desse paciente em casa”, detalha a enfermeira Thamyres Martins. 

08/08/2026 – 09:25

Tags: 
cuidados paliativos

Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 06/08/2026 16:25.

Conteúdo republicado sob licença CC BY 3.0 BR.

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