Cidadania
Repórter Brasil 07/08/2026 – 19:00
Seu voto, sua voz: o Repórter Brasil começa a exibir, nesta sexta-feira (7),uma série especial de reportagens sobre as eleições deste ano. Toda sexta-feira, vamos explicar temas como a importância do voto e as funções dos cargos em disputa. Na reportagem de hoje, a gente mostra que 158 milhões de eleitores estão aptos a escolher presidente, governadores, deputados e senadores.
Neste ano, pela 25ª vez, os brasileiros escolhem, diretamente, o novo governante. A chapa vencedora vai administrar o Estado e propor políticas públicas para os próximos quatro anos. Mas, para conseguir colocar seu plano em prática, vai precisar muito de quem for eleito para trabalhar ali, no Congresso Nacional.
Cerca de 158 milhões de eleitores estão aptos a escolher os novos representantes neste ano. Serão eleitos 513 deputados federais e 54 senadores, 2/3 da Casa. Na Câmara, as cadeiras são distribuídas entre partidos e federações, conforme o quociente eleitoral de cada estado, e preenchidas pelos candidatos mais votados. Já no Senado, a eleição é majoritária simples: os dois candidatos com maior votação em cada estado são eleitos para um mandato de oito anos. Mas não para por aí.
Além do presidente e vice, deputados federais e senadores, serão eleitos 27 governadores e vice-governadores para todos os estados e o Distrito Federal, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.
“É importante. O voto ele pode mudar a nossa história. É importante a gente conhecer o nosso candidato, é importante a gente conhecer a ideologia, o que ele acredita, o que ele faz, qual que é a experiência dele e isso não pode ser ignorado pelo brasileiro. Então é importante votar e conhecer o seu candidato, saber, pesquisar o que ele fez antes, se ele já teve alguma experiência, se ele já vem reeleito ou não.
Isso é importante mesmo o brasileiro conhecer”, destaca Adriana Fatureto, coordenadora de cadastro do TRE-DF.
Na urna eletrônica, na hora de votar, aparecerão, pela ordem:
• Deputado federal;
• Deputado estadual ou distrital;
• A primeira vaga de senador;
• Depois a segunda de senador;
• Governador e vice-governador;
• Presidente e vice-presidente.
Neste ano, são dois votos para senadores. Mas atenção: quem votar duas vezes no mesmo candidato anula um voto. E o eleitor pode se manifestar a favor de um candidato, mas com limites.
“A legislação permite que o eleitor faça manifestação da preferência dele de forma individual e silenciosa. Então ele pode usar um boné, pode usar uma camiseta, ele pode levar uma bandeira, pode ter adesivos colados no corpo, tudo isso de forma silenciosa e pacífica ele pode fazer, isso não é proibido. A distribuição de um santinho no dia da eleição pode configurar a propaganda de boca de urna e isso é um crime. Então isso o eleitor não pode fazer”, explica a coordenadora.
O voto é obrigatório para quem é alfabetizado e tem entre 18 e 70 anos. É facultativo para adolescentes com mais de 16 anos na data do primeiro turno da eleição. Esse é o caso do estudante Gustavo Jacobs Teixeira, de 16 anos, morador de Brasília.
“Eu decidi votar esse ano porque é uma maneira de eu conseguir me engajar mais com o mundo e o que está acontecendo. Porque querendo ou não, vai fazer impacto na minha vida, de uma maneira ou outra. E eu me sinto muito bem fazendo parte de uma sociedade assim e querendo ter um impacto maior, mesmo que seja só um voto”, acredita o estudante.
Para Valkíria Dunguel, comparecer às urnas também é uma escolha. Mesmo assim, ela faz questão de exercer esse direito em outubro.
“Nós somos de uma geração que ficamos muito tempo sem exercer o voto. E na minha idade, eu estou isenta, não tenho obrigação legalmente de votar. Mas, com certeza, nós participamos, eu participo ativamente de todo o processo e eu acho que é obrigação, um dever”, afirma a aposentada.
Quase 1 milhão de brasileiros que residem no exterior devem votar neste ano. A Justiça Eleitoral vai disponibilizar urnas em 186 cidades fora do Brasil. Maria Cristina mora em Madri, na Espanha, há 7 anos. Além de votar, ela incentiva outros brasileiros no país a fazer o mesmo.
“E eu quero que esse Brasil que eu venha encontrar, se eu realmente volte para aí um dia, seja o Brasil que eu gostaria que fosse, evoluído e mais democrático no sentido de distribuição de renda, enfim, todo mundo tivesse acesso à dignidade de vida igual todo mundo tem aqui”, afirma Maria Cristina Procópio, consultora de marketing.
E lembrando: quem tirou o título e não compareceu ao local de votação precisa justificar o voto, sob pena de multa, não participar de concursos públicos ou obter passaporte. No caso de servidor, pode até ficar sem salário. As justificativas podem ser feitas em até 30 dias.
“Ele pode fazer isso no aplicativo e-Título, ele pode presencialmente no cartório eleitoral da inscrição dele. Se ele for um eleitor que já sabe que no primeiro turno ele não vai estar no seu domicílio eleitoral, no primeiro ou no segundo turno, se ele já sabe, ele pode pedir a transferência temporária da inscrição dele e votar em trânsito. No caso de eleições gerais ele só vai poder votar para presidente, mas assim ele vai exercer o direito dele de voto”, detalha Adriana Fatureto.
07/08/2026 – 21:15
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Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 07/08/2026 21:38.
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