A expansão das áreas urbanizadas em favelas brasileiras adicionou uma dimensão importante ao planejamento econômico: a necessidade de preparar comunidades mais expostas às mudanças climáticas. Entre 1985 e 2025, a área urbanizada nesses territórios passou de 60,2 mil hectares para 151,7 mil hectares.
No mesmo período, a vegetação existente em cada hectare urbanizado caiu de 0,060 para 0,040. O dado mostra que o crescimento da ocupação ocorreu junto com a redução da cobertura vegetal, um fator que precisa ser considerado quando governos definem infraestrutura e medidas de adaptação.
O impacto não se resume ao mapa. Quanto maior a exposição de uma comunidade a ameaças climáticas e quanto maior sua vulnerabilidade, mais importante se torna identificar os riscos antes de decidir onde concentrar investimentos públicos. É esse tipo de informação que pode ajudar a direcionar as escolhas de planejamento.
Uma nova ferramenta lançada pelo governo federal e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa permite analisar como as mudanças climáticas podem alterar a temperatura e o regime de chuvas no Brasil e na América Latina nas próximas décadas. O painel integra o AdaptaBrasil e reúne indicadores de risco para os 5.570 municípios brasileiros.
Para quem vive nessas áreas, o ponto central é transformar dados em decisões capazes de reduzir a vulnerabilidade. O painel considera ameaças climáticas, exposição e vulnerabilidade; já o avanço da urbanização e a perda de vegetação mostram por que esse diagnóstico precisa acompanhar a expansão das cidades.
Fontes consultadas
- Urbanização em favelas quase triplicou e vegetação diminuiu em 40 anos
- Painel permite analisar mudanças climáticas no Brasil e América Latina
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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