O dólar terminou outubro sob forte pressão no mercado brasileiro. Na sexta-feira (30), a moeda americana subiu cerca de 1% e fechou perto de R$ 5,45 — o registro de fechamento também foi informado como R$ 5,44 —, acumulando valorização superior a 9% na semana. Foi a maior alta semanal desde a crise financeira de 2008.
Para quem compra produtos com componentes importados, o câmbio mais alto tende a aumentar custos. A moeda americana influencia preços de insumos, equipamentos e mercadorias trazidos do exterior. Quando esses itens ficam mais caros em reais, empresas podem repassar parte da diferença ao consumidor, o que cria pressão adicional sobre a inflação. O efeito, porém, depende de quanto cada empresa consegue absorver ou transferir para os preços.
A alta também afeta empresas endividadas em dólar e setores dependentes de compras externas. Por outro lado, exportadores passam a receber mais reais por receitas em moeda americana, embora esse ganho não elimine os custos e riscos associados à produção e à venda para outros países.
O movimento não ficou restrito ao câmbio. O Ibovespa caiu 0,75% na sexta-feira, para 167,9 mil pontos, e acumulou a pior queda semanal desde março de 2020, no início da pandemia de covid-19. A combinação de dólar em alta e bolsa em baixa mostra uma mudança forte na percepção dos investidores sobre os ativos brasileiros.
Segundo o material acompanhado, o desempenho dos ativos no plano nacional foi marcado por ajustes do mercado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dado a observar adiante é se a pressão cambial persistirá: quanto mais duradoura for a alta do dólar, maior tende a ser a atenção sobre os preços importados, os custos empresariais e as condições financeiras do país.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

