A defesa de Daniel Vorcaro entregou ao Supremo Tribunal Federal um laudo pericial particular que questiona a integridade do celular apreendido pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025. Segundo o documento apresentado pelos advogados, 657 arquivos do aparelho foram criados ou modificados depois da apreensão.
O celular é apontado no material como uma das principais provas para investigar as relações de Vorcaro com políticos e supostas irregularidades financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). A alegação da defesa introduz uma controvérsia sobre a cadeia de preservação dos dados e sobre o peso que esses arquivos podem ter no inquérito.
Vorcaro depôs à Polícia Federal em 15 de outubro e negou ter cometido fraudes bancárias na tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na ocasião, pediu um voto de confiança. A PF concluiu, em 28 de outubro, o indiciamento do ex-banqueiro e de outros 14 investigados na primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura fraudes nas operações do Master.
As duas versões ainda têm naturezas distintas: a defesa sustenta, com base em uma perícia contratada por ela, que houve alterações posteriores à apreensão; a investigação policial resultou em indiciamentos, sem que o briefing informe uma conclusão judicial sobre a validade dos arquivos. A análise desse ponto será relevante para estabelecer quais elementos digitais podem ser considerados confiáveis no caso.
Fontes consultadas
- Defesa diz que 657 arquivos do celular de Vorcaro foram modificados
- Vorcaro diz que não fez nada errado e pede voto de confiança
Helena Braga é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Helena Braga.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

