As denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentaram mais de 75% desde a segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno das eleições, segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT). Foram 1.459 registros nesse intervalo, enquanto o órgão havia contabilizado 1.937 casos até a manhã de segunda-feira.
Com as novas ocorrências, o MPT chegou a 3.396 denúncias recebidas em 2026. Os registros feitos após o segundo turno correspondem a cerca de 40% do total do ano, indicando uma concentração de relatos no período posterior à votação.
Em outra frente, o Ministério do Trabalho e Emprego informou que trabalhadores com Carteira de Trabalho Digital receberão mensagens sobre liberdade de escolha política e os meios de denunciar coação, ameaça ou discriminação no ambiente profissional. A campanha busca orientar sobre direitos e canais de encaminhamento mesmo após o encerramento da eleição.
O MPT também acionou a Justiça para que a Meta retire, em até 24 horas, publicações que estimulem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por suas preferências políticas ou pelo voto. O pedido envolve Instagram, Facebook e Threads e solicita ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região a fixação de indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. Trata-se de uma solicitação judicial, ainda sujeita à análise do tribunal.
A controvérsia se estendeu às chamadas listas de boicote, que identificam empresas, comerciantes, profissionais liberais e trabalhadores por suas posições políticas. Organizações empresariais, seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil e o próprio MPT alertaram para os riscos jurídicos e democráticos de iniciativas que incentivem boicote econômico ou perseguição profissional por razões político-partidárias. O ponto central é delimitar até onde vai a manifestação política e quando ela passa a atingir direitos no trabalho e no exercício profissional.
Fontes consultadas
- Denúncias de assédio eleitoral no trabalho disparam 75% após 2º turno
- Campanha orienta trabalhadores sobre denúncias de assédio eleitoral
- MPT vai à Justiça para que Meta apague postagens de assédio eleitoral
- Entidades repudiam listas de boicote por divergência política
Helena Braga é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Helena Braga.
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