A inflação perdeu força em outubro, segundo o IPCA-15, indicador que antecipa o resultado oficial do mês. A alta foi de 0,32%, abaixo dos 0,7% registrados em setembro. A desaceleração reduz o ritmo de aumento médio dos preços no curto prazo, mas não significa que eles tenham recuado: o índice ainda aponta alta em relação ao período anterior.
O sinal de atenção aparece no acumulado de 12 meses. O IPCA-15 chegou a 4,62%, contra 4,47% em setembro. Esse resultado ficou acima do limite de 4,5% tolerado pela meta do governo, indicando que a inflação acumulada continua pressionando o poder de compra das famílias.
Para quem paga contas e faz compras, a diferença entre desacelerar e cair é importante. Com uma inflação menor no mês, os preços podem subir mais lentamente; ainda assim, o nível de preços permanece mais alto do que há um ano. O resultado de outubro também superou o registrado no mesmo mês de 2025, quando o índice marcou 0,18%.
O dado a observar agora é se a perda de ritmo mensal continuará nos próximos resultados e se será suficiente para reduzir o acumulado em 12 meses. A leitura de outubro combina, portanto, dois sinais: uma melhora no avanço mensal dos preços e uma inflação acumulada que ultrapassou o teto tolerado da meta.
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Fonte: Rubens Studart.
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