A Amazônia deixou de cumprir, no balanço analisado, o papel de retirar mais carbono da atmosfera do que libera. Estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), publicado na revista Nature, aponta que fogo e desmatamento provocados pela ação humana inverteram essa relação.
O resultado é uma liberação anual de 1,17 bilhão de toneladas de CO₂ a mais do que a floresta consegue absorver. O dado não descreve apenas uma mudança dentro da floresta: ele mostra que a degradação alterou a contribuição da Amazônia para o equilíbrio do carbono na atmosfera.
Por que isso importa
Para quem não é da área, a diferença é direta: uma floresta que absorvia carbono passa a acrescentá-lo ao estoque atmosférico. Isso torna fogo e desmatamento não apenas problemas locais, mas fatores que mudam o papel da Amazônia no sistema climático.
A pesquisa também ajuda a separar duas ideias que costumam aparecer juntas, mas não significam a mesma coisa: ter uma grande área de floresta e manter sua capacidade de absorver carbono. O estudo indica que a ação humana pode comprometer essa função natural.
O número apresentado pelos pesquisadores dá escala ao problema e reforça a necessidade de acompanhar a relação entre cobertura florestal, fogo e emissões. Sem essa distinção, a presença da floresta no mapa pode esconder uma transformação importante em seu funcionamento.
Fontes consultadas
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Fonte: Léo Fontenele.
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