A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabeleceu regras mais restritivas para a alocação de horários de pousos e decolagens, conhecidos como slots, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A mudança atinge operadores da aviação geral, como serviços de táxi-aéreo e jatos executivos.
Pela nova regra, essas empresas terão de contratar um provedor de serviços de base fixa, o chamado FBO, antes mesmo de solicitar os horários de operação. Esse provedor oferece apoio em solo, e a contratação antecipada passa a ser uma condição para o pedido do slot.
Na prática, a medida muda a ordem de preparação dos voos. Antes de buscar autorização para operar em Congonhas, o operador precisará garantir previamente a estrutura de atendimento em terra. Isso pode aumentar a necessidade de planejamento e comprometer recursos antes da confirmação do horário desejado.
Para quem utiliza táxi-aéreo ou jatos executivos, o efeito imediato é indireto: a operação passa a depender de uma etapa adicional de contratação e coordenação. O briefing não informa se haverá impacto sobre preços, quantidade de voos ou disponibilidade de horários, portanto esses efeitos ainda não podem ser dimensionados.
Segundo a Anac, o objetivo é combater irregularidades na utilização dos horários do aeroporto. O ponto a observar agora é como os operadores vão se adaptar à exigência e se a regra alterará a oferta de voos da aviação geral em Congonhas.
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