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Repórter Brasil Tarde 16/10/2026 – 12:45
O trabalho infantil no Brasil caiu 9% em 2025 e atingiu o menor percentual da série histórica. Apesar do número positivo, quase 1,5 milhão de crianças e adolescentes ainda estavam nessa situação, no ano passado. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, nesta sexta-feira (16).
A pesquisa considerou as crianças e adolescentes com idades entre 5 e 17 anos que realizaram atividade econômica ou atividade de autoconsumo no ano passado, ou seja, que trabalham em benefício dos moradores do próprio domicílio ou de outros parentes. O trabalho infantil é classificado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como perigoso, prejudicial para a saúde e para o desenvolvimento mental, físico, social ou moral dessas pessoas. Além disso também interfere na escolarização.
De acordo com a legislação do Brasil, o trabalho de qualquer forma é proibido para crianças e adolescentes com idade de até 13 anos. Entre os 14 e os 15 anos, eles podem atuar apenas na condição de jovem aprendiz. Entre 16 e 17 anos, podem trabalhar de carteira assinada, desde que não desempenhem atividades insalubres, perigosas ou em horário noturno.
De 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, no ano passado, 77% (1,141 milhão) realizavam atividades econômicas e 23% (358 mil), atividades de autoconsumo. Apesar do número elevado, houve uma queda de 9,2% de pessoas em situação de trabalho infantil na comparação com 2024. 2025 registrou o menor nível da série histórica. Segundo o estudo, a queda do trabalho infantil entre 2024 e 2025 ocorreu principalmente entre os beneficiários do Bolsa Família.
O Sudeste é a região do país com maior número de crianças e adolescentes no trabalho infantil (481 mil). Mas, proporcionalmente à população, a Região Norte apresenta o maior índice, cerca de 6,3%. Crianças e adolescentes pretas ou pardas e do sexo masculino estão mais vulneráveis ao aliciamento para o trabalho.
Entre as atividades, 29% atuavam no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; quase 17% em atividades agrícolas; 12,5% na indústria em geral; 12,2% em tarefas de alojamento e alimentação; 6,5% em serviços domésticos e 23,1% em outras atividades. O trabalho doméstico não remunerado ou de cuidado com pessoas é mais incidente em meninas crianças e adolescentes na faixa dos 14 aos 17 anos.
16/10/2026 – 16:00
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trabalho infantil combate ao trabalho infantil
Fonte: TV Brasil — por pollyane.marques, publicado em 16/10/2026 16:02.
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