Parte da história da flora brasileira foi registrada por naturalistas europeus entre os séculos 18 e 20 e permaneceu distante do país. O projeto Reflora surgiu para repatriar esse patrimônio por meio da digitalização e completa 16 anos com quase 5 milhões de imagens produzidas.
O verbo “repatriar”, nesse caso, não significa necessariamente trazer exemplares físicos de volta. Trata-se de recuperar o acesso ao conhecimento associado a essas coleções, criando registros digitais que podem ser consultados e usados como referência para a pesquisa brasileira.
O volume alcançado ajuda a dimensionar a tarefa. Digitalizar coleções científicas não é apenas fotografar objetos: é transformar um acervo disperso em uma base de imagens que preserva informações e amplia as possibilidades de consulta. O projeto também serve de inspiração para a digitalização completa de um dos maiores herbários do mundo.
Isso importa para quem não é da área porque herbários não são apenas arquivos de plantas. Eles guardam evidências da diversidade vegetal e da forma como ela foi documentada ao longo do tempo. Tornar esse material mais acessível ajuda a manter essa memória científica disponível, em vez de restringi-la às instituições onde os exemplares estão guardados.
O Reflora não elimina a importância das coleções físicas nem resolve, sozinho, os desafios de organizar o conhecimento sobre a flora. Mas seus quase 5 milhões de imagens mostram uma frente concreta de pesquisa: usar a digitalização para aproximar do Brasil registros que, durante séculos, ficaram associados a coleções formadas fora dele.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
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