A produção brasileira de leite alcançou 36,7 bilhões de litros em 2025, o maior volume da série informada e o terceiro ano seguido de expansão. O crescimento foi de 2,7% em relação a 2024, segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O dado que mais chama atenção está na composição desse resultado: o país produziu mais leite mesmo com menos animais em ordenha. O número de vacas ordenhadas caiu 2,7%, para 14,7 milhões. Em termos econômicos, isso indica que o avanço veio do aumento da produtividade — isto é, de uma produção maior por animal.
Para o setor produtivo, essa combinação pode representar uma operação mais eficiente, porque o crescimento não dependeu da expansão do rebanho. A informação é relevante para produtores e para a cadeia de laticínios, embora o levantamento não permita afirmar, por si só, como o recorde afetou os preços pagos ao produtor ou cobrados do consumidor.
O resultado também mostra que a oferta de leite pode crescer por caminhos diferentes: não apenas com mais animais, mas com maior rendimento dos que já estão no campo. O que vale acompanhar adiante é se esse ganho de produtividade continuará e como ele se refletirá nos custos, na renda dos produtores e no preço dos produtos derivados do leite.
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