O avanço da resistência das ervas daninhas aos defensivos sintéticos tornou o controle dessas plantas um problema também de pesquisa e inovação. Uma startup paulista, a Dana Agro, desenvolveu com financiamento da FAPESP um bio-herbicida baseado em extratos vegetais e ativos orgânicos.
A proposta é ampliar as alternativas disponíveis para as lavouras sem tratar o produto natural como uma solução automática. De acordo com as informações divulgadas, a formulação é capaz de driblar a resistência das ervas daninhas aos defensivos sintéticos e pode reduzir em até 50% a necessidade desses produtos.
Para quem não trabalha no agronegócio, a questão importa porque o controle de plantas invasoras afeta a produtividade das lavouras e o uso de insumos no campo. A possibilidade de combinar ou substituir parte dos defensivos sintéticos também tem relação com a exposição do solo e dos recursos hídricos a esses produtos.
A pesquisa associa o bio-herbicida à preservação do solo e dos lençóis freáticos. Essa é, porém, uma característica apresentada para a tecnologia em desenvolvimento, não uma evidência de adoção ampla ou de impacto ambiental já demonstrado em todas as condições de cultivo.
O caso mostra por que soluções biológicas precisam ser avaliadas além do rótulo “natural”: a resistência das ervas daninhas, a eficácia em diferentes lavouras e a redução efetiva do uso de defensivos são pontos decisivos para medir o que a inovação entrega na prática. Por enquanto, o dado disponível indica uma promessa concreta de diminuição de até metade da necessidade de produtos sintéticos.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
Conteúdo republicado sob licença Conteúdo original do oPulso.

