O governo criou uma nova forma de enfrentar o endividamento das famílias. Na terceira fase do Desenrola Brasil, a União poderá comprar, em leilões, carteiras de dívidas que não foram pagas e repassar ao devedor todo o desconto obtido na operação.
Nas fases anteriores, a negociação ocorria diretamente entre credores e devedores. Agora, o governo entra na operação como comprador dos créditos inadimplidos. A medida provisória assinada na sexta-feira (25) prevê a aquisição de dívidas bancárias e não bancárias de até R$ 10 mil.
Na prática, o mecanismo tenta usar a escala de uma compra coletiva para reduzir o valor cobrado de quem está com parcelas em atraso. Se uma carteira for adquirida com desconto, esse abatimento deverá chegar integralmente ao devedor, em vez de ficar apenas com quem comprou o crédito.
Para as famílias, o efeito potencial é a abertura de uma nova oportunidade de renegociação de débitos que continuam pendentes. A diferença em relação ao modelo anterior está no caminho da operação: o desconto não nasce apenas de uma conversa individual com o credor, mas de um leilão de carteiras de dívidas organizado no âmbito do programa.
O ponto a observar é como essa compra será convertida em acordos efetivos para os devedores. A medida altera a estrutura da renegociação, mas o resultado dependerá da execução dos leilões e da forma como os descontos serão repassados às pessoas incluídas nas carteiras adquiridas.
Fontes consultadas
- Saiba como funcionará compra de dívidas pela União
- Governo cria 3ª fase do Desenrola com compra de dívidas pela União
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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