O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) rejeitou, por 5 votos a 4, a abertura de um procedimento de investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão foi tomada na sexta-feira (25), em análise de uma representação apresentada por deputados do Partido Novo.
Os parlamentares pediram o afastamento de Gonet da condução das investigações relacionadas ao Banco Master e a apuração de sua atuação no caso. O procurador-geral foi citado em conversas encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do banco, que está preso.
Além de rejeitar a abertura da investigação, o conselho formou maioria para manter Gonet à frente das apurações. Até o momento, seis conselheiros haviam votado pela permanência do procurador-geral, segundo as informações divulgadas sobre o julgamento da representação.
A decisão ocorre enquanto o Supremo Tribunal Federal acompanha medidas urgentes solicitadas nas investigações do caso Master. O presidente do STF, Edson Fachin, deu prazo de cinco dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre essas medidas e também sobre as apurações envolvendo descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Os casos do Master e do INSS eram relatados pelo ministro André Mendonça, mas foram enviados à presidência do Supremo no auge de um conflito interno na Corte, depois que Mendonça retirou o sigilo de supostas conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A deliberação do CSMPF, portanto, preserva a participação de Gonet nas investigações do Banco Master, enquanto o STF conduz a tramitação das medidas submetidas à sua análise.
Fontes consultadas
- Conselho do MPF rejeita abertura de investigação contra Gonet
- Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master
- Fachin cobra manifestação da PGR sobre casos do INSS e Master
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Fonte: Helena Braga.
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