O agave tem uma dificuldade que não aparece apenas quando se olha para seu potencial: o crescimento inicial é lento. Um estudo conduzido na Unicamp encontrou uma possível forma de enfrentar esse obstáculo. Com o uso de biocarvão, também chamado de biochar, a planta apresentou aumento de 60% na biomassa.
O resultado importa porque o agave é estudado como uma alternativa para a produção de biocombustíveis no semiárido. Se a planta demora a se desenvolver, o intervalo até que seu cultivo se torne viável pode ser maior. Melhorar essa fase inicial, portanto, pode ajudar a tornar a cultura mais interessante para uma região em que a disponibilidade de água é um desafio.
O biocarvão é o material testado como recurso para otimizar o cultivo. Pela informação disponível, a pesquisa mostra um efeito positivo sobre a biomassa do agave, mas não permite concluir que o uso do material já resolva os desafios de produção de biocombustíveis ou que a técnica esteja pronta para adoção ampla.
Essa distinção é importante para quem não é da área: aumentar a biomassa da planta é um indicador de crescimento, não uma demonstração completa de desempenho industrial. Ainda assim, o estudo aponta uma direção concreta para a pesquisa: atacar o período mais lento do desenvolvimento do agave pode ser tão decisivo quanto avaliar o combustível produzido depois.
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Fonte: Léo Fontenele.
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