A transformação econômica da China ao longo das últimas cinco décadas pode ser observada de forma concreta em Chongqing. A metrópole, que reúne 32 milhões de habitantes, combina a dimensão de um grande centro urbano com a presença de um dos principais polos industriais do país.
O caso ajuda a entender que a ascensão chinesa não se resume a indicadores nacionais. Ela também aparece na estrutura das cidades: Chongqing reúne arranha-céus modernos, grandes complexos de viadutos e uma rede de transporte que inclui até uma estação de metrô construída dentro de edifícios.
Essa paisagem convive com construções históricas e edifícios afetados pelo tempo. A mistura revela um processo de transformação acelerado, no qual a modernização econômica passa a ocupar o mesmo espaço físico de marcas de uma China anterior, mais pobre e rural.
Para quem acompanha a economia global, Chongqing funciona como uma vitrine da passagem chinesa para uma economia industrial e tecnológica. O tamanho da população e a concentração de atividades produtivas ajudam a dimensionar o mercado interno e a capacidade urbana mobilizada por esse processo.
A experiência da cidade também mostra que desenvolvimento econômico não produz uma paisagem uniforme. Ao lado da infraestrutura moderna, permanecem diferenças visíveis entre áreas e edifícios. O resultado é uma metrópole que sintetiza, no cotidiano, a velocidade e as contradições da transformação chinesa.
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Fonte: Rubens Studart.
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