A FAPESP anunciou 32 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, na quinta chamada de um programa que financia pesquisas em parceria com órgãos governamentais. O investimento previsto pode chegar a R$ 200 milhões.
O ponto central da iniciativa está menos na criação de estruturas de pesquisa por si só e mais na tentativa de transformar conhecimento científico em soluções concretas. Para isso, os projetos precisam ser desenvolvidos em cooperação com instituições do poder público.
Essa conexão importa porque parte dos problemas enfrentados pelo Estado exige evidências produzidas de forma sistemática, mas nem sempre a pesquisa acadêmica chega ao planejamento e à execução de políticas. A parceria proposta pela chamada busca reduzir essa distância.
O anúncio, porém, descreve uma etapa de seleção e financiamento, não resultados já entregues pelos novos centros. O impacto dependerá do desenvolvimento das pesquisas e da capacidade de os órgãos governamentais incorporarem as soluções produzidas.
Para quem não é da área, a notícia significa que recursos públicos destinados à ciência serão direcionados a projetos com uma finalidade aplicada e uma articulação formal com o governo. É uma aposta em pesquisa que pretende responder a demandas concretas, mas que ainda precisará demonstrar seus efeitos na prática.
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Fonte: Léo Fontenele.
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