O Bolsa Família será reajustado em 15% a partir de outubro. Com a atualização, o valor mínimo pago pelo programa passará a R$ 691, enquanto o benefício médio chegará a R$ 777.
O percentual corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Esse indicador acompanha a inflação para famílias de menor renda, justamente o público mais exposto ao peso dos preços de itens essenciais no orçamento.
Na prática, o reajuste eleva o valor nominal recebido pelas famílias beneficiárias. Como a correção foi calculada com base na inflação do período, seu objetivo principal é evitar que o benefício perca poder de compra — isto é, que a mesma quantia consiga adquirir menos produtos e serviços ao longo do tempo.
A atualização está prevista na legislação do Bolsa Família e, segundo o governo, busca preservar o poder de compra das famílias atendidas. O efeito no orçamento doméstico dependerá, portanto, da evolução dos preços depois de outubro: se eles subirem, a capacidade de compra do benefício voltará a ser pressionada.
O dado a acompanhar nos próximos meses é a distância entre o reajuste e a inflação corrente. A correção recompõe a perda acumulada até agosto de 2026, mas a manutenção desse ganho dependerá do comportamento dos preços a partir da entrada dos novos valores.
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Fonte: Rubens Studart.
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