O uso de inteligência artificial entrou no debate eleitoral também pela dificuldade de identificar quando uma imagem, voz ou identidade foi artificialmente manipulada. Um levantamento do Observatório Lupa encontrou pelo menos 37 conteúdos gerados por IA publicados em contas oficiais de candidatos sem qualquer indicação desse uso.
A análise reuniu 314 conteúdos considerados suspeitos, coletados entre 16 e 26 de agosto em redes sociais e aplicativos de mensagem. Desse total, 282 apresentaram uso de inteligência artificial, segundo o levantamento. A maior parte era formada por deepfakes, peças criadas para simular a aparência, a voz ou a identidade de pessoas reais.
O dado central não é apenas a presença da tecnologia na campanha, mas a ausência de identificação nas publicações apontadas. Sem essa informação, o eleitor pode receber um conteúdo artificial como se fosse uma gravação, declaração ou imagem autêntica, especialmente em ambientes digitais nos quais a circulação ocorre de forma rápida e fragmentada.
O levantamento trata de conteúdos encontrados em contas oficiais de candidatos e também em redes sociais e aplicativos de mensagem. A distinção é relevante porque os números reúnem materiais de naturezas diferentes: uma parte foi publicada por perfis de campanha, enquanto outra circulou em outros canais digitais.
Em uma eleição marcada pela disputa de narrativas nas plataformas digitais, a identificação do material produzido ou alterado por IA se torna um elemento de transparência para a escolha do eleitor. O levantamento oferece um retrato do uso da tecnologia no período analisado, sem estabelecer, por si só, a responsabilidade ou a legalidade de cada conteúdo.
Fontes consultadas
Helena Braga é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Helena Braga.
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