Uma área preservada da Amazônia está registrando um aumento de mais de 3 °C na temperatura máxima durante a estação seca. O resultado chama atenção porque ocorre no centro-norte do bioma, distante do chamado arco do desmatamento.
O estudo também identificou avanço do déficit hídrico nessa região. Em termos simples, não se trata apenas de uma elevação na média das temperaturas: os extremos de calor e a menor disponibilidade de água aparecem associados durante o período mais seco.
No sul da Amazônia, o padrão observado é diferente. Ali, o aquecimento médio está acelerando. A distinção é importante porque uma média mais alta e máximas extremas descrevem formas diferentes de mudança ambiental, ainda que ambas afetem o funcionamento do bioma.
Para quem não é da área, o principal alerta é que a preservação da floresta, embora essencial, não significa isolamento das mudanças no clima. O estudo indica que áreas mantidas em pé também estão expostas a alterações intensas de temperatura e umidade.
O resultado ajuda a deslocar o debate da ideia de que o risco climático se concentra apenas nas regiões mais desmatadas. A velocidade do aquecimento no centro-norte e a aceleração da média no sul mostram que diferentes partes da Amazônia podem estar mudando de maneiras distintas — e que acompanhar essas diferenças é necessário para entender o futuro do bioma.
Fontes consultadas
Léo Fontenele é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Léo Fontenele.
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