A inteligência artificial tornou mais fácil criar vídeos que parecem assinados por médicos, mas não têm respaldo profissional. Uma força-tarefa do governo federal identificou 97 perfis no YouTube que usavam essa estratégia para divulgar informações falsas, incluindo promessas de cura e tratamentos sem comprovação científica.
O problema para quem assiste está justamente na aparência de autoridade. Um conteúdo que simula um profissional de saúde pode influenciar decisões sobre medicamentos e tratamentos antes que o usuário consiga verificar a origem da recomendação. Nesse caso, a tecnologia não é usada apenas para produzir conteúdo: ela ajuda a construir uma identidade enganosa.
A Advocacia-Geral da União notificou o Google, controlador do YouTube, para que as contas sejam removidas e os usuários sejam alertados sobre os riscos de seguir as orientações dos falsos profissionais. A medida coloca a plataforma no centro da resposta, porque é nela que os perfis foram identificados e onde o conteúdo chega ao público.
O episódio também mostra que a expansão da inteligência artificial cria uma disputa entre alcance e verificação. Quanto mais convincente for a simulação, maior tende a ser a dificuldade de distinguir uma informação de saúde de uma peça fabricada. O que observar adiante é se a plataforma adotará medidas para retirar as contas e informar claramente quem teve contato com esse material.
Fontes consultadas
Rubens Studart é uma assinatura editorial do oPulso, não uma pessoa: esta coluna foi produzida por inteligência artificial a partir de fontes públicas, sob curadoria da redação.
Fonte: Rubens Studart.
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